O Traje Académico de Leiria é único no Ensino Superior em Portugal porque não foi imposto, mas sim escolhido. Em 18 de abril de 1991, num momento histórico para a Academia, os estudantes do Instituto Politécnico de Leiria foram a votos para decidir a sua identidade visual.
Os estudantes de Leiria debateram e rejeitaram o modelo tradicional, das cinco propostas em concurso, a vencedora baseou-se num estudo cultural profundo da região, fazendo a ponte entre o traje casamenteiro tradicional de Leiria e a vida académica, esta relação cultural confere ao nosso traje uma singularidade única em Portugal.
Ao votarem numa identidade visual própria, os estudantes de Leiria estabeleceram um legado de autonomia e respeito pela cultura regional, o Traje Académico de Leiria tornou-se, assim, um signo identitário e um marcador social de igualdade, desenhado para superar as diferenças económicas e unir a comunidade sob o mesmo negro que recorda a lenda dos corvos de Leiria e a memória de D. Dinis.
Mais do que um traje, ele representa o compromisso de uma geração que quis ser distinta, criando uma ponte perpétua entre a cidade, a sua história e a vivência académica.
A proposta vencedora original não incluía casaco, foi adicionado posteriormente para proteger os membros da Academia durante as noites frias, inspirando-se no traje de rancho e de casamento local.
O Quico tem a sua origem no icónico chapéu das mulheres da Nazaré, embora a produção do modelo original fosse cara, o design final manteve a homenagem às pessoas do mar, fundindo-se com o chapéu das noivas da região.
A estrutura do casaco e as 12 nervuras da camisa provêm diretamente do traje de casamento e de festa das aldeias de Leiria.As nervuras, ganharam na academia o significado dos 12 meses do ano de dedicação ao estudo.
É proibido o uso isolado de qualquer peça do Traje (exceto a Pasta Quintanista).
O Traje deve ser usado integralmente, com camisa, colete e casaco sempre devidamente abotoados.
Malas, carteiras visíveis e guarda-chuvas são proibidos.
Permite-se apenas o uso de bolsa de tiracolo se for de fazenda preta, lisa, e usada obrigatoriamente por baixo do casaco.
Para não quebrar a uniformidade visual, é proibido o uso de relógio de pulso, luvas e qualquer tipo de maquilhagem.
Apenas são permitidos brincos e anéis se forem simples (ouro, prata ou pérola).
Colocar a Capa no chão para alguém passar é a maior homenagem académica que se pode prestar.
Representa a entrega da própria honra académica para enaltecer a pessoa homenageada.
Cosidos no interior do lado esquerdo, de baixo para cima, com linha preta invisível, apenas 7 por coluna, o número total deve ser ímpar.
Lista dos emblemas obrigatórios:
Nunca usar tesouras ou utensílios cortantes, os rasgões devem ser feitos com os dentes ou à mão pelas pessoas que marcam a tua vida.
Lado Esquerdo: Família
Centro: Namorado(a)
Lado Direito: Amigos
A forma mais cerimonial para a noite e serenatas. Traçada da direita para a esquerda, com a gola enrolada.
Dobrada de forma retangular sobre o ombro esquerdo. Os emblemas devem ficar voltados para trás (visíveis para quem vem atrás).
Colocada sobre os ombros com a gola dobrada.
Enrolada sobre si mesma com um nó junto à cintura, colocada da esquerda para a direita.
Dobrada sobre o braço esquerdo com os emblemas voltados para a frente.
Em cerimónias solenes ou ocasiões de luto, corrida e apertada com colchetes à frente.